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Lean Startup: Ferramentas que você precisa conhecer

Lean Startup: Ferramentas que você precisa conhecer

Lean Startup utiliza processos aprimorados para dar agilidade ao velho Plano de Negócios

No final de março, a JAB Consultoria teve a oportunidade de participar do evento Startup Farm Day realizado no Cubo, do grupo Itaú, que fica na Vila Olímpia, em São Paulo.  Focada em trazer conteúdo para startups e ferramentas úteis de lean startup que o mercado vem utilizando, o evento costuma atrair muitos empreendedores interessados em entender as novas tendências e tecnologias surgidas e que possam ser incorporadas em seu dia a dia, visão e estratégia de suas empresas.

Lean Startup: Business Canvas

Uma das ferramentas mais impressionantes e que consideremos adequado compartilhar com nossos leitores é o chamado Business Canvas, que se propõe a substituir o velho Plano de Negócios que as empresas elaboravam antes de abrir as portas.

Você deve se lembrar dele, certo?

Uma intenção entre as startups que utilizam a ferramenta é a possibilidade que ela possui em equilibrar receitas e custos, mas de forma muito mais ágil que o Plano de Negócios costuma ser.

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Essa ferramenta de lean startup é realmente um canvas, quer dizer, uma folha de informações, e que se ordena de forma semelhante a um compilado de post-its categorizados para apresentar quem serão os parceiros-chave da empresa, a atividade da empresa, proposta de valor, estratégia de relacionamento com o cliente, segmento e perfil do consumidor, recursos, canais, estrutura de custos e fluxo de renda. Estes dois últimos itens, aliás, devem equilibrar entre si, tal qual as despesas e receitas se equilibram em um Plano de Negócios tradicional.

Mas, por que as startups estão trocando o Plano de Negócios, tão bem delimitado, por uma ferramenta de lean startup como o Business Canvas, que parece um tanto mais crua que a anterior?

A resposta é simples: essa ferramenta de lean startup é baseada em um conceito comum entre as novas empresas de tecnologia que é a do MPV ou Mínimo Produto Viável. Com isso, as empresas dessa nova geração estão focadas em agilizar a implementação da ferramenta, aplicativos, games e etc. de forma que ela tenha rapidez para entrar no mercado, e depois ela poderá ir aperfeiçoando esse produto inicial que ofereceu.

Minimum Viable Product

No MPV, a startup se protege de esperar muito tempo e depois ser engolida por um concorrente nesse mundo efervescente da tecnologia. Ao mesmo tempo, ela pode obter um retorno imediato do público, além de sua experiência com a usabilidade do produto. As sugestões e reclamações do público nessa versão quase experimental, ajuda a empresa a melhorar o que oferece para atender essa demanda que percebeu.

Uma percepção comum no MPV entre as startups é de que o produto é algo contínuo: sua construção é sempre aberta a novas melhorias estéticas e aperfeiçoamento técnico.

Claro que um Mínimo Produto Viável requer realmente uma base “viável” para se rodar o experimento e sem se gerar tantos problemas para o usuário ou público. A empresa oferece algo real, mas que ainda pode ser melhor acabado e, de certa forma, em conjunto com a experiência tanto da empresa em relação ao mercado, como também a do público.

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Outra vantagem do lean startup é que a empresa não adota um projeto que ela julgou adequado para depois mudá-lo porque há muitas reclamações sobre o design ou usabilidade do produto ou aplicativo.

Ela irá assegurar uma parte do investimento para suprir essa visão do público final. O produto terá elasticidade o bastante para se estender ao que o público deseja e pelo que está disposto a investir seu dinheiro. Há uma base sólida, mas não rígida, e que é pivotada, ou seja, testada, melhorada, o tempo todo.

É hora de Pivotar

Pivotar, aliás, é um conceito que não se reduz ao produto em si para as startups, elas ajustam o público-alvo, proposta valor e o que mais for necessário e apontado pela experiência de lançamento do produto. Assim, se elas descobrem que há uma demanda real pelo que criarem, mas que não atinge o público que imaginaram, muitas vezes é melhor elas ajustarem o público-alvo e manterem o produto em que investiram.

O mais interessante dessa estratégia é o quanto ela dialoga com o novo consumidor que busca agilidade, é exigente e que dá palpite sobre sua experiência e relacionamento com a empresa, usabilidade e confiabilidade do produto e etc.

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Essa estratégia é ágil o suficiente para atender esse consumidor e o permite ser algo como um coautor do produto, embasando sua percepção e experiência. O grande foco aqui é perceber que há uma dor, uma demanda do cliente, e que a empresa presta uma espécie de diagnóstico ao perceber e oferecer algo – um produto – capaz de acalmar essa dor que o cliente tem.

Se você ficou muito curioso sobre esse tema, compartilho algumas sugestões de leitura que poderão enriquecer seus conhecimentos. Os livros são:

  • The Four Steps to Epiphany: Successful Strategies for Startups That Win de Steven Gary Blank
  • The Entrepreuneur’s Guide to Customer Development: A cheat sheet to The Four Steps to de Epiphany de Brant Cooper
  • The Startup Owner’s Manual: The Step-By-Step Guide for Building a Great Company de Steve Blank e Bob Dorf
  • The Lean Startup de Eric Ries
  • Business Model Generation: A Handbook for Visionaries, Game Changers and Challengers de Alexander Osterwalder
  • Running Lean: Iterate from Plan A to a Plan That Works de Ash Maurya
  • Value Proposition Design: How to Create Products and Services Customers Want de Alexander Osterwalder, Yves Pigneur, Patricia Papadakos, Gregory Bernarda e Alan Smith

E você? Já pivotou sua empresa?

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