Estatística aplicada para viagens corporativas

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Os gastos de empresas com as viagens corporativas tiveram um aumento de 13% em 2012, somando R$ 32 bilhões, segundo uma pesquisa do IEVC divulgada pela Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas. Em 2013, a expectativa é que esse valor cresça ainda mais. O dado representa um avanço importante para o país e, por outro lado, muito trabalho mesmo para os gestores de viagens das grandes empresas que cada vez tendem a lidar com um maior número de passagens aéreas, gastos com hospedagem, alimentação, aluguel de automóveis, agenciamento e tecnologia. Claro, e tudo isso sempre de acordo com as políticas de viagens da empresa e buscando o melhor custo-benefício para a corporação.

O gestor de viagens precisa dominar um número maior de indicadores de viagens

Lidar com tantas informações e administrar bem o dinheiro que será investido não é tarefa fácil para os gestores de viagens das corporações. Nessa hora eles podem se beneficiar muito em utilizar a estatística aplicada para fazer previsões e controlar os gastos da empresa, podendo, por exemplo, fazer comparativos entre diferentes companhias aéreas e qual tende a ter o preço mais vantajoso, inferir a probabilidade dos valores serem mais altos com esta ou aquela companhia aérea ou qual das filiais de uma mesma empresa seria mais bem sucedida numa campanha para diminuição dos custos com viagens, etc.

O trabalho envolvido na estatística aplicada é um pouco complexo, pois envolve não apenas a organização e disposição dos dados e os cálculos para se obter informações como média, mediana, desvio padrão, coeficiente de variação, entre outras, mas também a habilidade para leitura e interpretação dos resultados obtidos que devem ser analisados em conjunto, uma vez que a análise parcial das informações pode dar margem a uma interpretação equivocada a um leigo e este acabar fazendo um mau negócio. Ainda assim é um recurso muito válido para a gestão de viagens e inclusive, em alguns casos, indispensável.

Por que não usar apenas Ticket Médio como indicador ?

O gestor de viagens que baseia suas análises apenas levando em consideração o indicador de ticket médio pode cometer erros, pois média “esconde” muitas informações importantes que a princípio não ficam expostas aos olhos do gestor. Em outras palavras, com o uso de outros indicadores como desvio-padrão e coeficiente de variação, o gestor de viagens pode ir além de uma simples análise por média aritmética (ticket médio).

Consultoria em viagens corporativas

Exemplo: Imagine que um gestor de viagens deseja direcionar as emissões de bilhetes aéreos para a cia que apresentar o menor ticket médio e, nas suas análises ele verificou que a Cia Aérea A obteve um valor de R$ 398 com desvio-padrão de R$ 65, enquanto a Cia Aérea B obteve um valor de R$ 324 com desvio-padrão de R$ 215. Aparentemente, o gestor deveria direcionar as emissões para a cia aérea B pois mostrou o menor valor, no entanto quando levantamos dados de desvio-padrão que avalia a dispersão em relação a média, iremos concluir o oposto.

Dividindo-se o desvio-padrão pela média iremos encontrar o coeficiente de variação que irá nos fornecer a variação dos dados obtidos em relação à media (ticket médio) em percentual. Quanto menor for o seu valor, mais homogêneos serão os dados, ou seja, mais fidedigna será a média. O CV é considerado baixo quando for menor ou igual a 30%. No exemplo das cias aéreas se utilizarmos o CV iremos encontrar o seguinte resultado:

Fórmula Coeficiente de Variação

Cia Aérea A
Ticket Médio = R$ 398
Desvio-padrão= R$ 65
Coeficiente de Variação = (R$ 65 / R$ 398) x 100 = 16%

Cia Aérea B
Ticket Médio = R$ 324
Desvio-padrão = R$ 215
Coeficiente de Variação = (R$215 / R$ 398) x 100 = 66%

Interpretação dos dados: Comparando os CV’s das cias aéreas A e B podemos notar que apesar do ticket médio ser menor na cia aérea B a variação dos dados chega a 66%. Isso significa que o gestor irá encontrar tarifas mais caras em um determinado período de emissão com esta cia. Já a cia aérea A apresentou um CV de 16%, isso significa que os dados são mais homogêneos, ou seja, estão bem mais próximos da média de R$ 398.

Com essas novas informações que agregam mais valor para se fazer uma análise, o gestor deverá direcionar as emissões para cia aérea A pois seu ticket médio tem a menor variação e consequentemente apresentará um menor resultado no volume total.

Sabemos que este é um tema complexo e talvez, você caro leitor, ainda tenha ficado com muitas dúvidas sobre ele. Por isso, se você tiver alguma pergunta ou quiser entender mais sobre como a estatística aplicada pode ajudar você a gerenciar as viagens de sua empresa, entre em contato com lucas@jabconsultoria.com.br que terei o maior prazer em ajudá-lo.

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