As boas práticas de viagem da geração Y

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As boas práticas de viagem que podemos aprender com a geração Y

Dia desses, ouvi uma menina de 18 anos dizendo em tom de reclamação que todas as suas amigas já haviam viajado para fora do país, menos ela. Antes de julgá-la, lembrei que os tempos são outros. Está cada vez mais fácil viajar, fazer programas de intercâmbio e, além disso, hoje existem as redes sociais para mostrar que todos os seus amigos estão viajando, menos você, e que você também quer. Apesar de esses jovens parecerem mais mimados pelo “quero viajar agora”, isso não é tão ruim se você considerar que uma viagem pode ser enriquecedora em termos de conhecimento e cultura.

E comparando com as gerações anteriores, a geração Y, formada por jovens entre 16 e 34 anos, está muito mais interessada e viajar. Uma pesquisa feita com americanos pela consultoria BCG aponta que estão 23% mais interessados do que seus pais. E, no Brasil, os resultados não são diferentes. Uma pesquisa feita pela FGV indica que 33% dos viajantes Brasileiros fazem parte dessa geração.

Mas além do interesse nas viagens, essa nova geração (que também é a minha), prefere viajar de forma diferente dos seus pais, criando uma nova tendência na indústria de viagem e turismo para se adequar às preferências dos novos viajantes.

Veja se você se identifica com esse novo comportamento dos viajantes:

Conexão social. A geração Y quer se conectar online e off-line com as pessoas. Gostam de compartilhar suas experiências de viagem nas redes sociais, mas também querem fazer conexões reais e conhecer pessoas enquanto viajam. E a melhor forma de manter essa amizade ao longo da vida é através das redes sociais. Apesar de nunca mais ter vistos alguns amigos que conheci durante as minhas viagens, tenho contato com a maioria deles através das redes sociais e como é legal ver por onde eles andam!

Uma nova maneira de fazer as reservas. Antes de fazer a reserva de hospedagem, eu gosto de pesquisar na internet qual é a melhor opção, principalmente através de reviews feitos por viajantes com o mesmo perfil que o meu. Para comprar passagens aéreas também existem inúmeras opções de pesquisas de preços. E, se houver qualquer problema, ele pode ser facilmente denunciado nas redes sociais. Portanto, a maneira como a geração Y faz suas reservas se resume à praticidade digital: pesquisas online, reservas online, check inatravés do celular e reclamações/sugestões através de redes sociais.

Hospedagem não é limitada. Com tantas opções de hospedagem como hostels, Airbnb ou Couchsurfing não há necessidade de se hospedar necessariamente em hotéis, que podem custar mais caros. Eu, por exemplo, acho hotéis confortáveis, mas os altos preços e falta de integração com outros viajantes não compensam o conforto. Além disso, não consigo entender porque hostels oferecem o wi-fi de graça, mas nos hotéis eu tenho que pagar. Aliás, os hotéis já começaram a se preocupar com isso. Grandes redes estão se remodelando para oferecer conexão de wi-fi gratuita, lobbies com móveis confortáveis para que as pessoas possam se integrar, promoção de happy hours e instalação de novas tomadas para que possamos conectar nossos eletrônicos em qualquer lugar. Tudo pensando na geração Y.

Pequenos luxos e conveniência. Uma pesquisa feita com americanos pelo banco JP Morgan, apontou que a geração Y é mais propensa do que a geração anterior a utilizar comodidades como lavanderia, massagem/spa e lugares que aceitam animais de estimação. Além disso, eles fazem questão de se hospedar em lugares que estejam próximos a transportes públicos. E se for para escolher um dos benefícios de fidelidade das companhias aéreas, eles preferem um upgrade para a primeira classe. Não sei se nós, Brasileiros, já estamos fazendo massagens por aí ou viajando de primeira classe. Mas não vou negar que muitas vezes acabo pagando pela conveniência. Para a minha viagem pela Argentina, preferi ir de avião de uma cidade para outra e economizar tempo do que perder dias de viagem de ônibus.

Viagem de imersão e/ou experiência pessoal. Os novos viajantes não estão mais interessados nos tradicionais pacotes de viagem que os nossos pais compravam. Querem se sentir locais: comer o que os nativos comem, fazer os programas que eles fazem e, se possível, aprender o idioma. Ver a Estátua da Liberdade com um grupo turístico não é tão bacana. A experiência deve ser única. Portanto, o novo viajante tenta encontrar uma maneira especial de fazer os passeios clichês e ainda conhecer lugares inóspitos.

Os truques da geração Y para conseguir viajar de forma prática, barata e com maior intensidade são imbatíveis. A boa notícia é que essas práticas de viagem independem da sua idade e do rótulo que deram a você.

Texto originalmente publicado na minha coluna do Estadão, por “Amanda Viaja”.

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