O Dilema das Startups Brasileiras

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Uma startup caracteriza-se por ser uma empresa geralmente de base tecnológica focada em inovação e que possui um crescimento acima da média do mercado. Esse crescimento deve-se muito ao fato da empresa possuir produtos ou serviços que com grande apelo comercial e que podem ser comercializados com clientes de diferentes ramos. Ou seja, produto fácil de vender.

Em março deste ano, a presidenta Dilma Rousseff anunciou um plano de incentivo à inovação. Com destaque para os investimentos às micro e pequenas empresas, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação prevê investimentos de R$ 40 milhões até 2015 para impulsionar a criação de pelo menos 150 dessas novas empresas. Dilma também lembrou que as startups possuem papel fundamental no processo de desenvolvimento do país. “Quero destacar a importância de apoiar as micro e pequenas indústrias inovadoras. No Brasil, como outros países, uma das questões essenciais colocadas é justamente a valorização das pequenas e micro empresas, principalmente por conta das startups”, disse.

Especialistas afirmam que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup.

Além do investimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o setor receberá investimentos também financiamentos do BNDES e Finep. Com essas declarações governamentais, o caminho para uma start-up parece simples e lucrativo, mas é bom olhar o outro lado da moeda Nem tudo tem sido flores para quem quer investir em uma startup. O que Dilma não diz, é que esse plano de investimentos em micro e pequenas empresas tem o objetivo de resgatar os bons tempos do “boom” econômico de 2010, quando a economia cresceu 7,5% no ano e impulsionou os pequenos investidores. Em 2011 e 2012, o país viveu anos de “ressaca”. Com o alto custo de operações e a falta de mão de obra especializada, as startups sofreram com a alta carga tributária cobrada no Brasil e com sua complexidade de taxas.

Em entrevista a TV Estadão, o presidente da Associação Brasileira de Startups Gustavo Caetano, afirma que para que uma empresa do tipo tenha sucesso financeiro é preciso prestar atenção em algumas características essenciais:

Foco: O empreendedor precisa entender qual é o seu negócio e focar unicamente nele. Não se deixar levar por falsas tendências e acreditar no produto.

Flexibilidade: Entender o mercado e buscar novos caminhos quando necessário. Saber adaptar seu produto às tendências do mercado.

Busca por Talentos: Saber escolher bem os profissionais que atuarão na empresa pode fazer toda a diferença no planejamento de criação e inovação de uma startup.

Essas dicas de Caetano refletem muito bem a necessidade de um bom trabalho para o desenvolvimento de uma empresa. Outro ponto importante é saber quando a empresa estará pronta para realizar seu IPO (Initial Public Offer).

Para não correr o risco de quebrar a cara como Mark Zuckerberg e sua turma com o Facebook, quando abriram o IPO da empresa com preços absurdos e a venda foi abaixo do esperado, desvalorizando muito as ações da rede social. É importante saber a hora certa de investir e encontrar quem queira gastar dinheiro com você. Pensando nisso, o site da Revista Exame separou 15 fundos de investimentos que tem um olhar mais centrado para o mundo dessas novas empresas de tecnologia.

Em suma, o país vive um bom momento para o desenvolvimento de startups. É uma alternativa para quem busca a solidez financeira e tem conhecimentos em tecnologia. Talvez ainda não estejamos criando um “Vale do Silício brasileiro”, mas com os crescentes investimentos visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil tem muito a ganhar nas diferentes esferas econômicas, incluindo os serviços de startups, que poderão ser alvos de investimentos estrangeiros.

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