Fuja do plágio: faça Benchmarking

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Buscando estratégias de marketing para melhorar o balanço financeiro de uma empresa, é cada vez mais comum encontrar empreendedores – grandes ou pequenos – utilizando modelos de processos administrativos que obtiveram sucesso na concorrência para não ficar pra trás no mercado. Em um mundo onde nada se cria, mas tudo se copia, o benchmarking surge como uma maneira de fazer isso de forma correta, minimizando esforços desnecessários e garantindo segurança jurídica frente a possíveis processos por plágio.

O problema começa quando benchmarking passa a ser confundido por seus praticantes com espionagem industrial, plágio, etc. Um exemplo clássico pode ser dado até mesmo no mundo musical. A banda Led Zeppelin é muito conhecida por “roubar” desde solos até músicas inteiras já registradas de outros artistas e não creditá-los. Isso não é benchmarking, isso é plágio.

Na teoria, benchmarking é caracterizado como um método sistemático de procurar os melhores processos que conduzam a um desempenho superior. É a comparação entre dois sistemas de empresas diferentes, onde cada um representa um benchmark. Na prática, trata-se primeiramente de uma empresa observar outra, mediante a um acordo entre as duas partes, nas práticas que vem gerando resultados positivos em algum segmento e logo depois tentar introduzi-las na própria empresa, de maneira própria e até mesmo aprimorada. Ou seja, não é fazer igual, é entender o que está dando certo para aplicar de forma ética e legal em outra empresa.

Mercado Livre x Ebay

E por falar em case de sucesso, o “Mercado Livre” é um perfeito exemplo de benchmarking bem realizado. Criada por Marcos Galperín em agosto de 1999 na Argentina e com sede no Brasil desde outubro do mesmo ano, a empresa se firmou no mercado após realizar uma parceria de sucesso com a pioneira do mercado de comércio eletrônico, e concorrente indireto, a Ebay.

Em setembro de 2001, Ebay e Mercado Livre se uniram em uma parceria com o objetivo de dominar o mercado de comércio eletrônico na América Latina. Para isso, o Mercado Livre adquiriu a subsidiária brasileira do Ebay, o iBazar e passou a contar com os conhecimentos técnicos e a experiência de uma empresa já “calejada” no ramo. Em 2006 a parceria foi encerrada e hoje o Mercado Livre é o principal comércio eletrônico da América Latina. Mas engana-se quem pensa que o benchmarking acabou por aí. O Mercado Livre vem seguindo os mesmos moldes no segmento de vendas através de aplicativos de celular de sua “inspiração” norte-americana.

Outras grandes companhias também são adeptas a prática como, por exemplo, a Xerox, empresa do ramo de TI e documentação, que realizou benchmarking com a Cannon nos 70 visando salvar seus negócios. E até mesmo o Twitter usou da tática, inspirando-se na Apple e mantendo relações cordiais com os executivos da empresa criada por Steve Jobs.

Podemos entender então que essa engenhosa ferramenta requer paciência, estudo, inteligência e o mais importante, ética. Benchmarking não é “ctrl + c, ctrl +v”, benchmarking é comparar para crescer.

Led Zeppelin: “Benchmarking” ou Plágio ?

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